Os capítulos anteriores trataram de letras e sinais escritos em linha. Este trata do que se escreve no plano: círculos que se cruzam, curvas, barras, setas, pontos ligados por traços. Um diagrama não se lê da esquerda para a direita; se lê com o olho, de uma vez ou em qualquer ordem.
Peirce dizia que o diagrama é o signo mais poderoso da matemática, porque é um ícone de relações: a forma do desenho repete a forma do que ele representa. Dois círculos encaixados não dizem que um conjunto está dentro do outro; mostram. Por isso um bom diagrama faz conclusões aparecerem sozinhas. E, pelo mesmo motivo, um diagrama ruim faz aparecer conclusões falsas: a escala de um gráfico, um desenho fora de proporção ou uma linha que parece reta convencem o olho antes que a razão possa conferir.
Textos do capítulo
- Os círculos de Euler e os diagramas de Venn
- De Oresme ao gráfico: desenhar uma qualidade que varia
- Gráficos que salvaram vidas: Playfair, Snow, Nightingale e Minard
- A escala do gráfico: quando o desenho mente
- O plano de Argand: o número imaginário que ganhou lugar
- Grafos e mapas: o desenho em que só importa quem liga a quem
- Provas sem palavras
- A quarta dimensão: desenhar o que não se vê
- Como ler um diagrama: roteiro e glossário
- Referências e créditos