A vida de James Clerk Maxwell
Linha do tempo
- 1831Nasce em 13 de junho, em Edimburgo, na Escócia. Passa a infância na propriedade da família, Glenlair.
- 1839A mãe morre de câncer, quando ele tem 8 anos.
- 1846Aos 14 anos, um trabalho seu sobre curvas ovais é lido na Real Sociedade de Edimburgo.
- 1850Entra na Universidade de Cambridge.
- 1855Apresenta a teoria das cores e o trabalho “Sobre as linhas de força de Faraday”.
- 1856Torna-se professor em Aberdeen, aos 25 anos.
- 1859Publica o ensaio sobre os anéis de Saturno, premiado com o Prêmio Adams. Apresenta a distribuição das velocidades das moléculas.
- 1860Perde o emprego com a fusão de duas universidades. Vai para o King’s College, em Londres.
- 1861Mostra na Royal Institution a primeira fotografia colorida.
- 1862Calcula que as ondas eletromagnéticas andam à velocidade da luz.
- 1865Publica “Uma teoria dinâmica do campo eletromagnético” e volta para Glenlair.
- 1871Torna-se o primeiro professor Cavendish de física experimental, em Cambridge.
- 1873Publica o Tratado sobre eletricidade e magnetismo.
- 1879Morre em 5 de novembro, em Cambridge, aos 48 anos.
- Nasce em 13 de junho. Mais tarde estuda na Academia e na Universidade de Edimburgo; aos 14 anos, um trabalho seu sobre ovais é lido na Real Sociedade.
- Passa a infância na propriedade da família, perguntando “como isso funciona?”. A mãe morre quando ele tem 8 anos.
- Estuda no Trinity College. Apresenta a teoria das cores e o trabalho sobre as linhas de força de Faraday.
- Professor aos 25 anos. Ganha o Prêmio Adams com o ensaio sobre os anéis de Saturno e perde o emprego com a fusão das universidades.
- No King’s College, mostra a primeira fotografia colorida e descobre que a luz é uma onda eletromagnética.
- Volta para o campo e escreve o Tratado sobre eletricidade e magnetismo.
- Primeiro professor Cavendish, funda o Laboratório Cavendish. Morre em 1879, aos 48 anos.
- 1831 · Edimburgo
- 1831–1841 · Glenlair
- 1850–1856 · Cambridge
- 1856–1860 · Aberdeen
- 1860–1865 · Londres
- 1865–1871 · Glenlair
- 1871–1879 · Cambridge
“Qual é o truque disso?”
James Clerk Maxwell nasceu em Edimburgo, numa família de pequenos proprietários de terras, e passou a infância em Glenlair, uma propriedade no sudoeste da Escócia. Era um menino que queria saber como tudo funcionava. Diante de uma fechadura, de um sino ou de um riacho, perguntava, no seu sotaque escocês, “What’s the go o’ that?”, qual é o truque disso?, e, se a resposta não o satisfazia, insistia: “Mas qual é o truque particular disso?”.
A mãe, que o ensinava em casa, morreu de câncer quando ele tinha 8 anos. O pai contratou um preceptor severo, que batia no menino, e acabou por mandá-lo para a Academia de Edimburgo, aos 10 anos.
O Bobinho que escrevia sobre ovais
Na escola, Maxwell chegou com roupas feitas em casa pelo pai, sapatos esquisitos e sotaque do campo. Os colegas o apelidaram de Dafty, o “Bobinho”. Ele não se importava: desenhava, fazia poemas e pensava em geometria.
Aos 14 anos, inventou um jeito de desenhar curvas ovais com um barbante preso a alfinetes, generalizando a construção da elipse, em que se amarra o barbante aos dois focos. Mostrou que, prendendo o barbante de maneiras diferentes, se obtinham curvas com propriedades bem definidas. O pai levou o trabalho a James Forbes, professor de filosofia natural da Universidade de Edimburgo, e em 1846 ele foi lido na Real Sociedade de Edimburgo. O autor era jovem demais para apresentá-lo pessoalmente.
Edimburgo e Cambridge
Aos 16 anos, Maxwell entrou na Universidade de Edimburgo e, em 1850, foi para Cambridge. Lá, os colegas o achavam excêntrico: fazia corridas pelos corredores às duas da manhã, por acreditar que era saudável, e estudava os reflexos dos gatos jogando-os de pequenas alturas para ver como caíam de pé. Em 1854, terminou em segundo lugar no famoso exame de matemática de Cambridge, o Tripos, e dividiu com o primeiro colocado o Prêmio Smith.
Em Cambridge, começou a estudar as cores com um pião colorido e leu os trabalhos de Michael Faraday sobre eletricidade e magnetismo. Faraday, filho de um ferreiro, não sabia matemática, mas imaginava o espaço cheio de linhas de força invisíveis. Maxwell decidiu traduzir essas linhas em equações.
Aberdeen, Saturno e um emprego perdido
Em 1856, aos 25 anos, Maxwell tornou-se professor no Marischal College, em Aberdeen. Ali escreveu um ensaio sobre os anéis de Saturno, que ganhou o Prêmio Adams de Cambridge, e começou a teoria das velocidades das moléculas de um gás. Em 1858, casou-se com Katherine Mary Dewar, filha do diretor do colégio. Não tiveram filhos; Katherine ajudava nas experiências.
Em 1860, o Marischal College se fundiu com o King’s College de Aberdeen, e a universidade nova ficou com só um professor de filosofia natural. Escolheram o outro. Maxwell, um dos maiores físicos da história, ficou desempregado. Tentou uma vaga em Edimburgo e também perdeu, para um antigo colega de escola.
Londres: as equações
No mesmo ano, foi contratado pelo King’s College de Londres. Os cinco anos em Londres foram os mais produtivos da sua vida. Em 1861, mostrou na Royal Institution a primeira fotografia colorida. Em 1861 e 1862, publicou um modelo mecânico do campo eletromagnético, feito de vórtices giratórios e rodinhas, e com ele descobriu a corrente de deslocamento e calculou que a luz é uma onda eletromagnética. Em 1865, publicou “Uma teoria dinâmica do campo eletromagnético”, onde as equações aparecem sem andaimes mecânicos.
No mesmo ano, deixou Londres e voltou para Glenlair, onde passou seis anos escrevendo o Tratado sobre eletricidade e magnetismo, publicado em 1873.
O laboratório Cavendish
Em 1871, a Universidade de Cambridge criou uma cátedra de física experimental, financiada pelo duque de Devonshire, da família Cavendish, e Maxwell foi o primeiro a ocupá-la. Projetou e dirigiu a construção do Laboratório Cavendish, inaugurado em 1874. Nos seus últimos anos, dedicou-se a editar os manuscritos de Henry Cavendish, um físico do século XVIII que tinha feito descobertas notáveis sem publicá-las.
Em 1879, adoeceu. Era um câncer abdominal, a mesma doença que tinha matado a mãe na mesma idade. Morreu em Cambridge em 5 de novembro de 1879, aos 48 anos. Está enterrado na pequena igreja de Parton, perto de Glenlair.
Fontes: biografia de Maxwell, MacTutor · Basil Mahon, The Man Who Changed Everything: The Life of James Clerk Maxwell (Wiley, 2003) · James Clerk Maxwell Foundation.
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