É muito provável que todas as raízes sejam reais. Seria desejável, sem dúvida, uma demonstração rigorosa; mas, depois de algumas tentativas rápidas e vãs, deixei provisoriamente de lado a sua busca.

— Bernhard Riemann, Sobre o número de primos menores que uma grandeza dada (1859)

Bernhard Riemann (1826–1866) viveu menos de quarenta anos e publicou pouco: o conjunto das suas obras cabe num único volume. Mas quase cada página abriu um campo novo da matemática.

Filho de um pastor luterano do norte da Alemanha, tímido e de saúde frágil, estudou com Gauss em Göttingen e com Dirichlet em Berlim. Na tese de doutorado inventou as superfícies que levam o seu nome e mudaram a teoria das funções complexas. Para se tornar professor, escreveu um trabalho sobre séries trigonométricas, de onde saiu a definição de integral que todo estudante aprende, e fez uma palestra sobre os fundamentos da geometria que, sessenta anos depois, seria a linguagem da relatividade geral.

Em 1859 publicou o seu único artigo sobre números primos, com oito páginas. Nele estava, dita de passagem, uma conjectura sobre os zeros da função zeta: a hipótese de Riemann, até hoje sem demonstração e com um prêmio de um milhão de dólares para quem a resolver.

Nesta trilha contamos a vida de Riemann e refazemos, com as contas à vista, sete das suas ideias.

Georg Friedrich Bernhard Riemann

Quem foi

Georg Friedrich Bernhard Riemann

Nascimento
17 de setembro de 1826, Breselenz, Reino de Hanôver
Morte
20 de julho de 1866, Selasca, Itália
Origem
Reino de Hanôver (hoje Alemanha)
Áreas
Análise, geometria diferencial, funções complexas, teoria dos números

Roteiro de leitura

Biografia

Descobertas e demonstrações

Legado e fontes