Descobri uma demonstração verdadeiramente maravilhosa disso, que esta margem é estreita demais para conter.
— Pierre de Fermat, na margem da Aritmética de Diofanto
Pierre de Fermat (c. 1607–1665) nunca foi matemático de profissão. Era juiz no Parlamento de Toulouse, no sul da França, e fazia matemática nas horas vagas, por prazer. Quase não publicou nada. Suas descobertas viajavam em cartas, muitas vezes em forma de desafio: “provei isto; tente você também”.
Mesmo assim, ou por isso mesmo, Fermat inventou a geometria analítica ao mesmo tempo que Descartes, achou máximos e mínimos antes de Newton e Leibniz, fundou a teoria das probabilidades com Pascal e praticamente criou a teoria dos números moderna. E deixou numa margem de livro uma frase que desafiou os matemáticos por 358 anos.
Nesta trilha contamos a vida de Fermat e refazemos, com as contas à vista, oito das suas descobertas. As figuras são interativas: mude os lados de um retângulo, calcule restos de potências e divida as apostas de um jogo interrompido.
Quem foi
Pierre de Fermat
- Nascimento
- Início do século XVII (provavelmente 1607), Beaumont-de-Lomagne
- Morte
- 12 de janeiro de 1665, Castres
- Origem
- França
- Áreas
- Teoria dos números, geometria, probabilidade e óptica
Roteiro de leitura
Biografia
Descoberta e demonstração
- Fermat e a geometria analítica: uma curva em uma equação
- Máximos e mínimos: o retângulo de maior área
- O pequeno teorema de Fermat: potências e restos
- Números de Fermat: uma conjectura e um contraexemplo
- Fermat e Pascal: a divisão justa de um jogo interrompido
- O princípio de Fermat: a luz escolhe o caminho mais rápido
- Descida infinita: uma solução menor leva à contradição
- O último teorema de Fermat: da margem à prova de Wiles