História da Matemática
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Uma leitura do Cogito: ouvir e falar
Aqui no Euler’s Eyes gostamos de ler o “penso, logo existo” como uma pequena máquina. O pensamento ouve alguma coisa (em latim, audire) e fala outra (fabulari). A regra que liga o que se ouve ao que se fala é a função.
Um exemplo: “falar duas vezes o que se ouve”. Os parênteses vazios funcionam como uma orelha esperando um número:
$$f = 2\,(\;\;) \qquad\text{hoje escrevemos}\qquad f(x) = 2x.$$
Experimente a máquina com três regras: $f = 2(\quad)$, $f = (\quad) - 2$ e $f = [(\quad) - 1]\cdot[(\quad) - 3]$. Cada número ouvido vira um ponto $(x;\ f(x))$, e o conjunto dos pontos forma o gráfico, os graphiko’s da regra:
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