A álgebra não passa de uma geometria escrita; a geometria não passa de uma álgebra desenhada.
— Sophie Germain, Considerações gerais sobre o estado das ciências e das letras (1833)
Sophie Germain (1776–1831) nunca pôde entrar numa universidade, porque era mulher. Aprendeu matemática sozinha, à luz de vela, contra a vontade dos pais. Para ser lida por Lagrange e por Gauss, os dois maiores matemáticos da época, escondeu-se atrás de um nome de homem, Monsieur Le Blanc. Mesmo assim, fez o maior avanço em mais de um século no último teorema de Fermat e foi a primeira mulher a ganhar um grande prêmio da Academia de Ciências de Paris, com uma teoria das placas que vibram.
Nesta trilha contamos a vida de Sophie Germain e refazemos, com as contas à vista, seis dos temas em que ela trabalhou: as congruências que aprendeu com Gauss, o seu teorema sobre Fermat, os primos que levam o seu nome, uma identidade algébrica, as figuras de areia de Chladni e a curvatura média.
Quem foi
Sophie Germain
- Nascimento
- 1º de abril de 1776, Paris
- Morte
- 27 de junho de 1831, Paris
- Origem
- França
- Áreas
- Teoria dos números, elasticidade e filosofia
Roteiro de leitura
Biografia
Descoberta e demonstração
- As cartas de Monsieur Le Blanc: aritmética dos restos
- O teorema de Sophie Germain e o último teorema de Fermat
- Os primos de Sophie Germain e a criptografia
- A identidade de Sophie Germain: fatorar o que parece primo
- As figuras de Chladni e o prêmio das placas vibrantes
- A curvatura média: de quanto uma superfície se dobra