Hero Image
Como aprender a ler e escrever matemática: roteiro e glossário

Este capítulo acompanhou quem aprende: a criança que transcreve números, o aluno que lê um enunciado, o estudante que escreve uma solução. O roteiro abaixo junta os hábitos que ajudam em todos esses momentos. Seis hábitos Leia com lápis na mão. Um texto de matemática é denso: uma linha pode valer um parágrafo. Paul Halmos aconselhava: “Não leia apenas; brigue com o texto.” Refaça as contas, invente exemplos, pergunte por que cada passo vale. Leia em voz alta. Dizer $\sum_{k=1}^{n} k^2$ como “a soma de $k$ ao quadrado, para $k$ de um até $n$” obriga a reconhecer cada parte. Onde a fala trava, a leitura também travou. Olhe a forma antes de calcular. Qual é a última operação? Há repetições, simetrias, um número que aparece duas vezes? O quadro de Bogdanov-Belsky se resolve olhando. Traduza nos dois sentidos. Do texto para a fórmula, dando nome e unidade a cada incógnita; e da fórmula de volta para o texto, para conferir se ela diz o que o problema diz. Teste com números. Antes de confiar numa regra, substitua valores pequenos. Um contraexemplo derruba uma regra falsa; muitos exemplos não provam uma verdadeira, mas dão confiança para procurar a prova. Escreva para alguém. Frases completas, palavras entre as fórmulas, o objetivo anunciado antes das contas. Se um colega não consegue seguir a solução, ela ainda não está pronta. A leitura completa de uma solução mal escrita Um aluno entrega a seguinte solução para “resolva $2x + 3 = 11$”: