Devemos considerar o estado presente do universo como o efeito do seu estado anterior e como a causa do que virá. Uma inteligência que, num dado instante, conhecesse todas as forças que animam a natureza e a situação respectiva dos seres que a compõem, e que fosse vasta o bastante para submeter esses dados à análise, abarcaria na mesma fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e os do mais leve átomo: nada seria incerto para ela, e o futuro, assim como o passado, estaria presente aos seus olhos. — Pierre-Simon Laplace, Ensaio filosófico sobre as probabilidades (1814)