Os nomes dos teoremas, das fórmulas e dos números são uma parte da notação que quase ninguém questiona. Escrevemos “triângulo de Pascal”, “equação de Pell”, “regra de L’Hôpital” como se o nome fosse uma etiqueta neutra. Não é: o nome registra quem foi lido, por quem e em que língua. Uma lei que se confirma a si mesma Em 1980, o estatístico americano Stephen Stigler publicou um artigo com uma lei provocadora: nenhuma descoberta científica leva o nome de quem a descobriu primeiro. E, para completar, atribuiu a lei ao sociólogo Robert K. Merton, que já tinha estudado o fenômeno. A lei de Stigler da eponímia é, portanto, um exemplo de si mesma. Exagera, mas acerta com uma frequência incômoda.