Em meados do século XVIII, quem quisesse aprender cálculo tinha um problema. A invenção de Newton e Leibniz tinha só setenta anos, e os seus resultados estavam espalhados em artigos de revistas científicas, em cartas e em livros escritos em latim, francês e inglês, com notações diferentes. O único manual famoso, a Análise dos infinitamente pequenos do marquês de L’Hôpital, de 1696, tratava apenas do cálculo diferencial. Não havia um livro que levasse o estudante, passo a passo, da álgebra até as equações diferenciais.