Em 1793, no auge da Revolução Francesa, a Convenção Nacional decidiu que o tempo também seria decimal. O dia passaria a ter 10 horas, cada hora 100 minutos e cada minuto 100 segundos. Relojoeiros fizeram mostradores novos, alguns com as duas escalas lado a lado para que o povo se acostumasse. Mostrador de papel apresentado pelo relojoeiro Hanin à Convenção Nacional, com as horas novas em algarismos arábicos e as antigas em romanos, para comparar: “relação das novas horas com as antigas, adotada pela Convenção Nacional”.Hanin · Wikimedia Commons · domínio público A hora decimal tornou-se obrigatória no fim de 1794 e foi suspensa em abril de 1795, dezessete meses depois de decretada. Ninguém queria trocar o relógio de casa, os relógios das igrejas continuaram batendo doze, e a nova hora não tinha nenhuma vantagem prática que compensasse o incômodo. O calendário republicano, com meses de 30 dias divididos em três “décadas” de 10, durou um pouco mais: Napoleão o aboliu no início de 1806.