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Referências e créditos

Para aprofundar Euclides. Os Elementos. Tradução de Irineu Bicudo. São Paulo: Editora Unesp, 2009. As noções comuns e a estrutura das proposições. Proclo. A Commentary on the First Book of Euclid’s Elements. Tradução de Glenn R. Morrow. Princeton: Princeton University Press, 1970. As seis partes de uma proposição. Frege, Gottlob. Über Sinn und Bedeutung. Zeitschrift für Philosophie und philosophische Kritik, 100, 1892, p. 25–50. Tradução brasileira em: Lógica e filosofia da linguagem. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1978. Frege, Gottlob. Die Grundlagen der Arithmetik. Breslau: Koebner, 1884. A citação de Leibniz está no §65. Wittgenstein, Ludwig. Tractatus Logico-Philosophicus. Londres: Kegan Paul, 1922. Sobre a identidade, proposições 5.53 a 5.5303. Gauss, Carl Friedrich. Disquisitiones Arithmeticae. Leipzig: Gerhard Fleischer, 1801. A definição de congruência e o sinal ≡ estão nos artigos 1 e 2. Pascal, Blaise. Traité du triangle arithmétique. Paris: Guillaume Desprez, 1665 (escrito em 1654). A indução aparece na consequência 12. Dijkstra, Edsger W.; Scholten, Carel S. Predicate Calculus and Program Semantics. Nova York: Springer, 1990. O formato de prova com dicas. de Bruijn, Nicolaas G. Asymptotic Methods in Analysis. Amsterdã: North-Holland, 1958. As igualdades de mão única do $O$ grande. Halmos, Paul R. I Want to Be a Mathematician: An Automathography. Nova York: Springer, 1985. A origem do $\blacksquare$. Kieran, Carolyn. Concepts associated with the equality symbol. Educational Studies in Mathematics, 12, 1981, p. 317–326. Healy, Lulu; Hoyles, Celia. A study of proof conceptions in algebra. Journal for Research in Mathematics Education, 31(4), 2000, p. 396–428. Fischbein, Efraim. Intuition and proof. For the Learning of Mathematics, 3(2), 1982, p. 9–18 e 24. Cajori, Florian. A History of Mathematical Notations. 2 vols. Chicago: Open Court, 1928–1929. Sobre o $\equiv$ de Gauss e de Riemann e o $\therefore$ de Rahn. Earliest Uses of Symbols of Relation, Jeff Miller. Fontes das imagens Imagem Fonte Licença Retrato de Gottlob Frege, por Emil Tesch (c. 1905) Wikimedia Commons domínio público Página de rosto das Disquisitiones Arithmeticae de Gauss (1801) Wikimedia Commons domínio público Primeira página do Triangulus Arithmeticus de Pascal, Bibliothèque du patrimoine de Clermont Auvergne Métropole Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0 O diagrama da soma dos ímpares e as figuras interativas (o relógio das congruências e os passos de uma resolução) foram produzidos para este livro e funcionam nos quatro idiomas do site. O registro das imagens baixadas, com o hash de cada arquivo, está em data/semiotica_imagens.json.

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Como ler uma prova: roteiro e glossário

Este capítulo seguiu o sinal de igual desde uma linha de conta até uma prova inteira. Os roteiros abaixo juntam as perguntas que ajudam a ler os dois. Cinco perguntas para um sinal de igual Ele pergunta, afirma ou batiza? Se pergunta, é uma equação, e a tarefa é achar as soluções. Se afirma para todos os valores, é uma identidade, e a tarefa é prová-la. Se batiza, é uma definição, e a tarefa é aceitá-la e lembrar dela. Os dois lados têm o mesmo sentido ou só a mesma referência? Se o sentido é o mesmo, a igualdade é vazia. Se é diferente, ela ensina alguma coisa, e vale perguntar o quê. É igualdade de verdade ou equivalência? $\frac12=\frac24$ é uma igualdade entre números, mas uma equivalência entre frações. $17\equiv2\pmod5$ diz que dois números diferentes caem na mesma gaveta. Posso trocar um lado pelo outro aqui? Dentro de uma conta, sempre. Dentro de uma frase sobre o que alguém sabe ou escreveu, nem sempre. As três leis valem? Se a relação não é simétrica ($:=$, o $=$ do $O$ grande) ou não é transitiva ($\approx$), ela não é um igual de verdade, e as correntes $A=B=C$ deixam de funcionar. Cinco perguntas para uma prova O que exatamente está sendo afirmado? Encontre o enunciado e as suas letras: quais são quaisquer, quais são dadas. Onde está o “seja”? É ali que o geral vira particular. Confira que nada foi suposto sobre o caso particular além do que o enunciado dá. Que tipo de seta liga as linhas? Uma corrente de $=$ e $\Leftrightarrow$ pode ser lida nos dois sentidos. Uma corrente de $\Rightarrow$ só vale do começo para o fim. Onde abre e onde fecha cada hipótese? Toda vez que aparece “suponha”, procure onde ela termina. As letras introduzidas lá dentro não existem lá fora. O que foi omitido? Cada “é fácil ver”, cada reticência, cada “analogamente” é um passo que o leitor deve conseguir preencher. A leitura completa de uma prova curta Afirmação. Para todo inteiro $n$, o número $n^3-n$ é divisível por $6$. Prova. Seja $n$ um inteiro. Então $n^3-n=(n-1)\,n\,(n+1)$, o produto de três inteiros consecutivos. Entre três consecutivos, um é múltiplo de $3$ e pelo menos um é par. Logo o produto é múltiplo de $2$ e de $3$, e portanto de $6$. $\blacksquare$