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Créditos das imagens de Pascal

Imagens históricas Todas vêm do Wikimedia Commons. Usamos as miniaturas fornecidas pelo Commons, sem edição. Retrato de Blaise Pascal, autor desconhecido, por volta de 1690, Versailles: página de origem · domínio público. Triângulo de Yang Hui, no livro de Zhu Shijie, 1303: página de origem · domínio público. Primeira página do Triangulus arithmeticus, exemplar de Clermont Auvergne Métropole: página de origem · CC BY-SA 4.0. Pascalina do Musée des Arts et Métiers, foto de David Monniaux, 2005: página de origem · CC BY-SA 3.0. Marco da experiência no Puy de Dôme, Agence Rol, 1923, Bibliothèque nationale de France: página de origem · domínio público. Placa do túmulo em Saint-Étienne-du-Mont, Agence Meurisse, 1923, Bibliothèque nationale de France: página de origem · domínio público. Manuscrito autógrafo dos Pensamentos, exposição da Bibliothèque nationale de France, foto de ActuaLitté, 2016: página de origem · CC BY-SA 2.0. Primeira página dos Pensamentos, contrafação da edição de 1670, exemplar de Clermont Auvergne Métropole: página de origem · CC BY-SA 4.0. Figuras do blog A capa, a fonte de taças, o esquema do “vai um” e o arco de cicloide são ilustrações originais. Os controles do triângulo, da partilha e da prensa hidráulica foram feitos para esta trilha. São recursos didáticos, não reproduções de manuscritos nem do mecanismo interno da Pascalina.

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Outras contribuições e legado

Outras contribuições Física: a lei de Gauss do eletromagnetismo, o estudo do magnetismo da Terra e a unidade gauss. Números complexos: os inteiros de Gauss, números $a + bi$ com $a$ e $b$ inteiros. Astronomia e geodésia: órbitas de planetas e cometas, o heliotrópio e a medição de Hannover. Algoritmos: um método para calcular a data da Páscoa e, num manuscrito de 1805, uma versão da transformada rápida de Fourier, redescoberta em 1965 e usada hoje em todo celular. Para lembrar Gauss nasceu pobre em Braunschweig, estudou graças a um duque e passou a vida em Göttingen. Somou de 1 a 100 juntando pares: $1 + 2 + \cdots + n = \frac{n(n+1)}{2}$. Aos 18 anos mostrou como construir o polígono de 17 lados, usando só raízes quadradas. Criou a notação de congruência, $a \equiv b \pmod n$, a matemática do relógio e dos noves-fora. Provou que todo polinômio de grau $n$ tem $n$ raízes complexas. Estimou a quantidade de primos: $\pi(x) \approx x / \ln x$. Reencontrou Ceres com o método dos mínimos quadrados, que mostra por que a média é a melhor estimativa. Deu nome à curva normal, o sino de Gauss. Mostrou que a curvatura pode ser medida de dentro da superfície: por isso não existe mapa plano perfeito. Deu nome ao determinante e organizou a eliminação que resolve sistemas de equações. Com dois pontos bem escolhidos, $\pm 1/\sqrt{3}$, calculou integrais exatas para polinômios até grau 3. Todos os tópicos de Carl Friedrich Gauss · ← A quadratura de Gauss: integrar com dois pontos · Créditos das imagens →

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Outras contribuições e legado

Outras contribuições Os vórtices de Descartes: para ele, os planetas eram arrastados por redemoinhos de matéria em volta de cada estrela.René Descartes, Princípios da Filosofia · domínio público Óptica: além da lei da refração, estudou o formato ideal das lentes, que deveriam ter perfil de elipse ou hipérbole para focar a luz num ponto. Fólio de Descartes: a curva $x^3 + y^3 = 3axy$, que ele propôs como desafio a Fermat para achar retas tangentes. Física: formulou uma versão do princípio da inércia, de que um corpo em movimento continua em linha reta se nada o atrapalhar. Filosofia: as Meditações e os Princípios da Filosofia fizeram dele o ponto de partida da filosofia moderna. Para lembrar Descartes viveu entre a França, a Holanda e a Suécia, e escreveu o Discurso do Método em francês para ser lido por todos. Criou a geometria analítica: pontos viram pares $(x, y)$ e figuras viram equações. Mostrou como construir $\sqrt{a}$ com régua e compasso e fixou a notação $x$, $y$, $z$ e $x^3$. A regra dos sinais diz quantas raízes positivas um polinômio pode ter. A soma dos defeitos dos vértices de um poliedro é 720°, o que leva à fórmula $V - A + F = 2$. Explicou o arco-íris: os raios se acumulam a 42° do ponto oposto ao Sol. Com ele nasce a ideia de função: uma regra que “ouve” um número e “fala” outro. A palavra vem do latim functus, e o símbolo $f(x)$ é de Euler (1734). Não existe $1 \div 0$: perto de zero, $\frac{1}{x}$ foge para $+\infty$ de um lado e para $-\infty$ do outro. Todos os tópicos de René Descartes · ← O infinito e a divisão por zero · Créditos das imagens →

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Capítulo 1: referências e créditos

Para aprofundar Cajori, Florian. A History of Mathematical Notations. 2 vols. Chicago: Open Court, 1928–1929. A obra de referência sobre a origem de cada símbolo; quase todas as datas deste capítulo podem ser conferidas nela. Mazur, Joseph. Enlightening Symbols: A Short History of Mathematical Notation and Its Hidden Powers. Princeton: Princeton University Press, 2014. Uma história acessível, com o mesmo tema deste livro. Ifrah, Georges. Os números: a história de uma grande invenção. São Paulo: Globo, 1989. Sobre os sistemas de numeração e o zero. Klein, Jacob. Greek Mathematical Thought and the Origin of Algebra. Cambridge, MA: MIT Press, 1968. Sobre a passagem de Diofanto a Viète. Boyer, Carl B.; Merzbach, Uta C. História da matemática. São Paulo: Blucher, 2012. Crowe, Michael J. A History of Vector Analysis. Notre Dame: University of Notre Dame Press, 1967. Sobre a disputa entre quatérnios e vetores. Maor, Eli. Trigonometric Delights. Princeton: Princeton University Press, 1998. Sobre a história do seno e dos nomes da trigonometria. Grabiner, Judith V. The Origins of Cauchy’s Rigorous Calculus. Cambridge, MA: MIT Press, 1981. Sobre Berkeley, Cauchy e o limite. Miller, Jeff. Earliest Uses of Various Mathematical Symbols. Página mantida desde os anos 1990, com as primeiras ocorrências conhecidas de cada sinal. MacTutor History of Mathematics, Universidade de St Andrews: biografias de al-Khwarizmi, Fibonacci, Recorde, Viète, Harriot, Oughtred, Cayley, Boole, Frege e Peano. Os textos antigos deste site sobre geometria, trigonometria, raiz quadrada, equação do segundo grau, logaritmos, derivadas, regra da cadeia, integrais, limites, funções, equações diferenciais, grupos, matrizes, vetores e quatérnios foram a base para a reescrita deste capítulo. Deles vêm a história do radix quadrati, a figura de completar o quadrado, o teorema de Pitágoras em latim, a etimologia de cateto, hipotenusa, minuto e segundo, a passagem do $\Sigma$ ao $\int$, a prova de que $1=2$, a lei de Hooke, o “cânon do calor” e a propagação de erros, a abreviação de logarithmus até $\log$, a etimologia de derivada e de função, a leitura da função como uma frase com um buraco, a tabuada grupal dos movimentos do triângulo, a disputa entre quatérnios e vetores e as ideias de notação ativa e notação estéril.