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+, −, × e =: a pequena história dos sinais

Os sinais mais simples da matemática são também os mais jovens. Euclides nunca escreveu um $+$. Al-Khwarizmi nunca escreveu um $=$. Viète, que já usava letras, ainda escrevia aequatur por extenso. Quase todos os sinais de operação que uma criança aprende no primeiro ano nasceram na Europa entre o fim do século XV e o fim do século XVII, num intervalo de uns duzentos anos. 1489Johannes Widmann imprime $+$ e $-$ num livro de aritmética comercial em Leipzig. 1525Christoff Rudolff usa $\surd$ para a raiz quadrada no seu livro de álgebra, o Coss. 1557Robert Recorde inventa o $=$ em The Whetstone of Witte. 1591François Viète usa letras para quantidades conhecidas e desconhecidas. 1631William Oughtred usa $\times$ para a multiplicação; no mesmo ano sai o livro póstumo de Thomas Harriot com $<$ e $>$. 1637René Descartes escreve as potências como expoentes: $x^3$, $x^4$. 1659Johann Rahn usa $\div$ para a divisão. 1698Leibniz propõe o ponto $\cdot$ para a multiplicação, para não confundir $\times$ com a letra $x$. Mais e menos: marcas de armazém Os sinais $+$ e $-$ aparecem impressos pela primeira vez em 1489, num manual de contas para comerciantes escrito por Johannes Widmann. Ali eles ainda não indicam bem uma operação: marcam excesso e falta. Uma caixa de mercadoria que pesava mais do que devia levava um $+$; uma que pesava menos, um $-$. A hipótese mais aceita é que o $+$ seja uma abreviação de et (“e”, em latim), escrita depressa até virar uma cruz.